🕒 Última atualização: 24 de maio de 2026
De Sylvinho a Gabriel Martinelli: a linha do tempo dos brasileiros no Arsenal
Arsenal e Paris Saint-Germain decidem no próximo sábado (30) a Champions League 2025/26. A bola rola a partir das 13h, na Puskás Arena, em Budapeste.
Mas a ligação do clube inglês com o futebol brasileiro vem de longe. De Sylvinho a Gabriel Martinelli, vários nomes do Brasil ajudaram a escrever capítulos importantes da história recente dos Gunners.
📅 Especial Champions 2026 – Texto 2 de 6
Os primeiros passos: Sylvinho e Edu Gaspar
O primeiro brasileiro a abrir caminho em Highbury foi Sylvinho. O lateral-esquerdo defendeu o Arsenal entre 1999 e 2001 e fez parte do elenco vice-campeão da Copa da UEFA em 2000.
Pouco depois, chegou Edu Gaspar. Entre 2001 e 2005, o volante se tornou uma peça importante no meio-campo dos Gunners. Edu fez parte do elenco histórico dos Invencíveis, que conquistou a Premier League de 2003/04 sem sofrer uma derrota sequer.
No mesmo período, o lateral-esquerdo Juan Maldonado também teve passagem pelo clube, mas sem grande destaque.
Gilberto Silva, o “invisível” que virou gigante
Quando se fala em brasileiros no Arsenal, é impossível não começar por Gilberto Silva.
Campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002, o volante chegou ao clube no mesmo ano e rapidamente se encaixou no time de Arsène Wenger. Era quem dava equilíbrio defensivo e fazia o ataque funcionar.
Por isso, ganhou o apelido de “invisível”. Muitas vezes parecia não aparecer tanto, mas sua ausência era sentida imediatamente.
Gilberto foi peça fundamental dos Invencíveis e também teve papel importante na conquista da FA Cup de 2005. Até hoje, é um dos brasileiros mais queridos pela torcida do Arsenal.
Denílson, Júlio Baptista e Eduardo da Silva
Depois da geração campeã, outros brasileiros passaram por Londres.
Denílson, que defendeu o clube entre 2006 e 2011, chegou como uma promessa para o meio-campo. Teve bons momentos, mas foi vítima da fase de transição pela qual passava os Gunners.
Júlio Baptista ficou apenas uma temporada, entre 2006 e 2007, emprestado pelo Real Madrid. Apesar da curta passagem, é lembrado pelo jogo contra o Liverpool, quando marcou quatro gols.
Já Eduardo da Silva talvez seja uma das histórias mais frustrantes dessa linha do tempo. O atacante, nascido no Brasil e naturalizado croata, chegou ao Arsenal em 2007 e vinha mostrando faro de gol. Entretanto, uma grave lesão sofrida em 2008 abreviou a sua passagem pelo clube.
Anos de altos e baixos: André Santos e Gabriel Paulista
Na década seguinte, a presença brasileira continuou, mas sem o protagonismo de outrota.
André Santos chegou em 2011 com experiência de Seleção Brasileira, mas nunca conseguiu se firmar. Suas atuações irregulares fizeram com que a passagem pelo Arsenal fosse lembrada mais pelas dificuldades do que pelos bons momentos.
Gabriel Paulista, por outro lado, teve uma trajetória mais discreta. O zagueiro defendeu os Gunners entre 2015 e 2017, alternando boas partidas com momentos de instabilidade. Não virou ídolo, mas entregou competitividade, força física e boas atuações em alguns jogos importantes.
David Luiz, Willian e a reconstrução
Mais recentemente, o Arsenal voltou a apostar em nomes brasileiros em meio ao processo de reconstrução do elenco.
David Luiz chegou em 2019 e trouxe experiência a um grupo que ainda buscava estabilidade. Apesar de algumas falhas marcantes, teve importância na conquista da FA Cup de 2020 e foi uma liderança dentro do vestiário.
Willian, contratado em 2020, não conseguiu repetir em Londres o desempenho que havia mostrado em outros momentos da carreira. Sua passagem foi curta e apagada, marcada por poucas atuações de destaque.
A nova geração brasileira no Emirates
Hoje, o Arsenal vive uma fase em que os brasileiros voltaram a ter protagonismo.
Gabriel Martinelli, no clube desde 2019, se transformou em um dos nomes mais queridos pela torcida. Rápido, intenso e decisivo, o atacante representa bem o estilo agressivo do Arsenal de Mikel Arteta.
Na defesa, Gabriel Magalhães se consolidou como titular absoluto. Forte no jogo aéreo, seguro nos duelos e cada vez mais maduro, virou uma das referências do sistema defensivo dos Gunners.
Já Gabriel Jesus, contratado em 2022, chegou com status de estrela. As lesões atrapalharam sua sequência, mas o atacante segue sendo uma peça importante no elenco.
Outros nomes também fizeram parte desse período. Marquinhos passou pelo clube sem conseguir grande espaço, enquanto o goleiro Neto teve uma passagem breve como opção no elenco.
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